quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Madonna inaugura escola para meninas no Malauí
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
NOVAmente
terça-feira, 13 de outubro de 2009
No Braseiro
E quero mais que um milhão de amigos do RC
Como Luís e Su, as maravilhas do mundo quero comer
Quero me esconder debaixo da saia da minha amada
Como Martinho da Vila, em ancestral batucada
Eu quero é botar eu bloco na rua, qual Sampaio
Quero o sossego de Tim Maia olhando um céu azul de maio
Eu quero é mel, como cantou Melodia
Quero enrolar-me em teus cabelos
Como disse Wando à moça um dia
Quero ficar no teu corpo, como Chico em Tatuagem
E quero morrer com os bambas de Ataulfo bem mais tarde
Só que bem mais tarde
Eu quero ir pra ver Irene rir, como escreveu Veloso"
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Feliz dia das crianças!
Parece ser meio nostálgico dizer, “naquele tempo era melhor”, mas quem viveu a infância nos anos 80, sabe o quão era divertida e saudosa aquela época. Tanto, que hoje em dia existem muitas festas que relembram e celebram os anos 80.
sábado, 10 de outubro de 2009
Roberta Sá no Ceará Music 10/10/09
Aí vai, abaixo, um video de apresentação muito legal do show da cantora:
Via http://moderacaorobertasa.blogspot.com/
Quero o sossego de Tim Maia, olhando o céu azul de maio
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Eu, o futuro e a vida
sábado, 29 de agosto de 2009
Convite para ouvir Karine Alexandrino

Composição: Karine Alexandrino
"Vamos fazer tudo só comigo
Vem querido, vem me tocar
Soy feliz, soy fabulosa, soy amada
Continuando a série de posts sobre alguns artistas que fazem algo diferente, inovador, cada um naquilo que lhes são atribuídos, e claro, meus favoritos, senti vontade de citar uma “astista” cearense, Karine Alexandrino. E, também de justificar o título desse blog, batizado por mim em referencia a um pedaço da música mulher ioiô do album QUEREM ACABAR COMIGO, ROBERTO (2004), 2° disco solo da cantora, que já foi integrou uma banda de um estilo bem experimental chamada, INTÓCAVEIS PUTZ BAND. E sim, estou panfletando! rs
Karine denominou-se diva anti-diva, tem um trabalho autoral que poderia ser definido como um neotropicalismo eletrônico, mas sua performance chama atenção pela universalidade dos temas.
Producta é uma senhorita em busca de seu amor e foi transformada em mulher tombada no seu segundo disco “Querem acabar comigo...”. A “formosa bandida” a partir de então, começou uma especie de campanha em prol de seu tombamento pelo patrimônio imaterial. Claro, tudo brincadeira, ou não. Só sei que daí ela criou sua marca registrada que é o seu tombamento por onde quer que passe, seja onde for, ela tomba! Tomba mesmo, de cair no chão e nós caimos juntos. Pois, segundo ela , do chão não passa.
Confesso que a primeira vez que fui apresentado à sua música, achei tudo muito estranho e, pessoalmente, ela é uma criatura muito autêntica, chega chocar tamanho vanguardismo. Suas roupas parecem ter sido tirados de um desfile de tendencias de moda. E da sua boca saêem as tiradas mais inteligentes e engraçadas que já ouvi.
Estranheza à primeira vista, desconfio até que seja de proposito que ela faz. Porque Karine é daquelas artistas que não segue a resignação de quem quer fazer um trabalho muito certinho, politicamente correto e banal. Ela é confrontadora, independente e abusada, no melhor sentido da palavra.
Seu trabalho é bastante elogiado pela ousadia e pela sua performance no palco. Também, já se apresentou com a banda belga Vive La Fete no Abril Pro Rock em 2004 e fez muitas apresentações em diversas cidades do Brasil, o que lhe rendeu bastante destaque na época, fazendo inclusive, várias aparições na programação da MTV.
Além de tudo, acumula as funções de fotógrafa, apresentadora de TV e, mãe. Essa última a afastou dos palcos para fazê-la se dedicar totalmente ao pequeno Fausto, seu primeiro filho, que até onde sei, tem feito da mulher tombada uma mãe muito feliz.
Tá, os fãs entendem, afinal, o motivo é mais do que nobre, mas já estamos morrendo de saudade dos gritinhos, dos gemidinhos e do charme luxoso que a perdicta esbanja nas suas apresentações. O que parece estar próximo de acontecer, pois a mesma já se apresentou em São Paulo no último mês de julho. É a volta! E ela promete ter mais.
Que bom, pois sentimos falta de vê-la desfilando pela cidadela, de entrar em camarins pra falar com artistas por estarmos acompanhados por ela, que nos dava a maior moral e terminar a noite conversando barbaridades amênas e amênidades barbaras...
Eu, convido a todos a ouvir Karine, com os olhos e os ouvidos bem abertos e também a ama-la ou odiá-la, afinal, quem odeia também ama, do seu jeito.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Vermelho almodovar
Dia desses, revi o filme VOLVER do maravilhoso Pedro Almodóvar. E como fã dos filmes desse diretor espanhol desde que assisti CARNE TRÊMULA, sem conseguir entender direito de inicio aquela fórmula almodoviana de criar aqueles personagens bizarros e cenas em fortes tons vermelhos, logo em seguida ser levado a ter outras sensações visuais, e por fim ficar completamente extasiado com a genialidade de um dos maiores diretores da contemporaneidade, hoje, sou um verdadeiro entusiasta da obra dele. Tanto que espero ansioso pela estréia de LOS ABRAZOS ROTOS no Brasil, prevista para novembro. E como a sinopse já anuncia, Almodóvar levanta questões da alma humana, marca registrada dele, como amor, fatalidade, ciúme, abuso de poder, traição, complexo de culpa, tudo isso mesclado como um quadro surrealista e visceral.
LOS ABRAZOS ROTOS traz de volta a parceria de Almodóvar com a maravilhosa e agora, diva oscarisada Penélope Cruz, que em Volver surpreendeu-me cantando, ou melhor, dublando, mas ela o faz tão bem que os desavisados nem percebem, pois a moça dá um show de interpretação para nenhum crítico botar defeito. Confesso que não acreditava muito no talento dela a um tempo atrás, mas essa cena, em particular, é de ficar sem fôlego de tão emocionante. É um dos ápices do filme!
Claro que isso se deve a genial direção de Almodóvar que, conta na trama de Volver as experiências de sua infância, rodeado pelo universo feminino, para analisar a relação entre mães e filhas e, também, do culto à morte nos ambientes rurais, sem fazer do longa um filme fúnebre.
Vale frisar que sinto falta nesse filme algumas características bem peculiares do diretor, por exemplo: o vermelho sempre intenso nos outros longas, nesse, é mais sutil. As reviravoltas e peças que ele costuma pregar nos espectadores, foram trocados por um roteiro mais focado na história de uma dona de casa aflita, mãe protetora e uma mulher forte e amorosa. E isso tudo contado com o olhar de devoção que Almodóvar tem sobre as mulheres. É um filme, segundo o diretor, feito pra elas.O longa mostra-se uma marcante lição de companheirismo, confronto com o passado, ajuste de contas e amor familiar.
Almodóvar tem plenamente a capacidade de captar a alma humana. E me sinto extremamente identificado com essa visão crua que ele tem sobre a vida.
Melhor filme dele? Não sei dizer. Até porque, gosto de tudo que já vi. Mas VOLVER é um filme único e complexo que levanta vários questionamentos sobre vida, amizade, família e amor.
Agora, é só esperar LOS ABRAZOS ROTOS!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Onde está todo mundo?
Eu trabalho numa grande empresa de telecomunicação móvel e há pouco tempo, uma coisa me chamou atenção durante o meu expediente de trabalho, num treinamento sobre tecnologia e soluções de dados, voltado a novos meios de comunicação. Fui apresentado a tudo de novo que está sendo lançado no mercado da telefonia móvel e ao que o futuro pode trazer. Confesso que fiquei bastante impressionado com tanta coisa que não acreditava que um dia estaria ainda vivo para ver, coisas que durante a minha infância via muito em filmes futuristas e não acreditava que um dia isso seria real, que pudesse alcançar. Mas, ouvindo o que o que o instrutor dizia, fazia uma análise crítica sobre essa tal tecnologia. Não desprezando o que a modernidade trouxe e trará para facilitar a nossa vida, mas confesso que fiquei preocupado.Durante o tempo que ouvia tudo que era dito naquela palestra, eu pensava em como
a passagem dos tempos, que trouxe as grandes invenções, a tecnologia que globalizou tudo, convergiu tudo em uma coisa só, diminuiu as distancias, contraditoriamente, individualizou as pessoas, distanciou-as do contato físico e as deixou mais solitárias.
Mas a Televisão logo chegou e durante muito tempo não foi acessível a todos, tanto que lembro, na hora do Jornal Nacional lá em casa, já nos anos 80, na hora do jantar todo mundo tava junto, até os vizinhos. Isso mesmo! Nem todo mundo tinha esse eletro-eletrônico que hoje é tão popular, era um objeto de luxo, e TV em cores então? Nossa, era "coisa de rico"! Eu não era rico, nunca fui (que pena! hehe), mas lá em casa era uma das poucas que tinham. Lembro-me também que, na hora da novela, vinham umas três ou quatro vizinhas, amigas da minha mãe, assistir com a gente. E eu gostava de ver um monte de gente na minha casa. Era uma aproximação tão boa! Confesso que hoje não dou muita atenção a vizinhos, tenho medo do provincianismo deles. Mas faço questão de estar perto dos meus queridos. Detesto ficar muito tempo sem ter ninguém pra conversar (ou brigar! rs).
Mas voltando ao assunto, hoje a internet trouxe uma coisa que é a comunicação rápida, o relacionamento virtual e, isso, de certa forma nos afastou mais, deixou um pouco de lado o calor humano. Isso me assusta! Tenho medo de ficar cada vez mais longe dos meus amigos.
Será que a evolução das coisas está nos deixando mais sozinhos? Acredito que eu não seja uma pessoa saudosista, mas será que não estamos deixando as relações mais frias?Antes, pra se ver um filme arrumava-se todo, chamava-se os amigos, as (os) namoradas (os) e todos se encontravam numa bela tarde de domingo pra celebrar a amizade, a alegria, o amor... Depois, com a televisão ninguém mais precisava sair de casa para assistir um filme, por exemplo. E hoje, você sozinho, é isso mesmo SOZINHO, pode assistir a um filme na internet, no seu próprio celular, individualmente, solitário, como me foi apresentado, além de outras soluções, naquele treinamento de trabalho, equipamentos que, pensando por essa ótica, fazem isso. E o que vem depois? É isso que o futuro nos reserva?
Todo o processo evolutivo é de grande valia e se vem para trazer uma vida mais pratica ou solucionar antigos problemas, sou totalmente a favor! Mas não esqueçamos que o mais importante é viver, celebrar, amar, juntos e perto de quem queremos estar.
Enquanto ficava maravilhado com as tendências tecnológicas e com futuro da comunicação, naquela sala fria do ar-condicionado e um monte de pessoas que convivo só profissionalmente, sentia uma imensa vontade de abraçar algumas que eu amo, que amei e que ainda pretendo amar, da forma mais primitiva, mais natural e genuína. Por isso, eu peço encarecidamente a todos, não deixem de acreditar na união, não nos afastemos, não percam a vontade de abraçar uns aos outros. Eu gosto de sentir o calor dos meus amigos, amores e familiares. O cheiro, os beijos, o afeto. Não deixemos o mundo moderno distanciar nossos momentos e nem virtualizar os nossos relacionamentos. Vamos usar isso tudo como um aliado ao nosso meio de comunicação, mas nunca como principal forma de se ter contato.A solidão é um equívoco da vida! A caminhada é menos cansativa quando se anda de dois ou mais. Há sempre um lugar pra mais um do nosso lado...
