quarta-feira, 5 de maio de 2010

Peixes, pássaros, pessoas



Peixes são iguais a pássaros
Só que cantam sem ruído
Som que não vai ser ouvido


Voam águias pelas águas
Nadadeiras como asas
Que deslizam entre nuvens


Peixes, pássaros, pessoas
Nos aquários, nas gaiolas,
Pelas salas e sacadas
Afogados no destino
De morrer como decoração das casas


Nós vivemos como peixes
Com a voz que nós calamos
Com essa paz que não achamos


Nós morremos como peixes
Com amor que não vivemos
Satisfeitos? mais ou menos


Todas as iscas que mordemos
Os anzóis atravessados
Nossos gritos abafados

Peixes (Mariana Aydar)

domingo, 4 de abril de 2010

O maior amor



Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

I Coríntios 13:1 ao 13:13

O real sentido da páscoa, a paixão de Cristo.

Feliz Páscoa! 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É impossivel ser feliz sozinho?

Vinicius de Moraes um dia disse: “É impossível ser feliz sozinho!”. Que essa afirmação está certa ou é somente desespero de um solitário que no alto de seu ermo, sentiu uma crueza no seu espírito por estar só, eu ainda não sei...
A quem diga também que se sente auto-suficiente e com certa superioridade garante que não precisam de ninguém para se sentir felizes. Mas, eu também ainda não consegui alcançar tamanha elevação espiritual...
O certo é que, ter um companheiro, em determinados momentos, é indispensável.
Esse vídeo abaixo é um daqueles que vemos em reuniões motivacionais de empresas, e fala sobre planejamento estratégico. Mas o filme publicitário é bem inspirado, comovente e tocante. A moral da história... Bem, a moral da história eu vou deixar para cada um ter o sua interpretação. Vejam:




Talvez Vinicius de Moraes não tenha tanta razão assim, mas se tivermos alguém perto da nós quando precisarmos pode ser, pelo menos, mais divertido...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ele não sou eu



Ele se levanta no meio da noite como se algo o inquietasse,
Uma vontade enorme de quebrar o silêncio da noite com um grito estridente,
Um eco que vem de dentro, dum vazio, que chega aqui fora quase silencioso,
Ninguém ouve, ninguém sabe, ninguém.
Ele tá só, ele tá seco, ele tá esvaído de si...
Como se a vida tivesse dado uma pausa desesperadora,
Uma inércia no meio do caminho,
O coração em paralisia, justo quando tudo era para estar em seu ápice.
Ele desistiu de esperar,
Mas também não quer ir buscar.
Não tem certeza se teve um passado, nem sabe se haverá um futuro.
Ele nem sabe direito quem é, muito menos o que quer.
Perdeu os sonhos pelo caminho, como se lançasse bolinhas de sabão ao ar,
Frágeis, pequenas, volúveis...
Ele tá invisível no meio da multidão, mesmo que faça de tudo pra ser visto.
No sorriso, ele trás uma tristeza vaga, latente.
E no choro uma dor latejante.
Um menino que deseja conhecer um colo seguro, como de pai, de par, de porto seguro.
Um homem que não sabe que caminho escolher...
Tudo lhe parece tão viável e tão dispendioso,
Uma fraqueza tão disfarçada, mas tão vertiginosa.
Ele tenta se entender com seus vícios,
Ele tem alegria artificial do crepúsculo,
E uma languidez da alvorada.
Ele nem parece que existe, nem parece que sabe o que passou,
Ele nem parece que sente...
Ele nem parece que sou eu.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sem Palavras (Speechless - Lady Gaga)





Não acredito no que você disse pra mim
Ontem a noite quando estávamos sozinhos
Você jogou as mãos pro alto
Baby, você desistiu, você desistiu

Não acredito no jeito que você olhou pra mim
Com esse seu olhar James Dean
Nesse seu jeans apertado e cabelos longos
E seu cigarro manchado de mentiras

Se você quebrou, podemos consertar?
Esse seu slogan é só uma piada?

Nunca mais digo nada
Menino, você me deixou sem palavras
Você me deixou sem palavras, tão sem palavras

Não posso acreditar como você se arrastou pra mim
Com essa mandíbula quebrada
Você costurou os estalos do meu coração
Nos meus sonhos, meus sonhos

Não acredito em como você olhou pra mim
Com esse seu olhar Johnny Walker
Ele vai te pegar e quando conseguir
Não vai haver amor pra semear

E eu sei que isso é complicado
Mas sou um fracasso no amor
Então baby, levante os copos pra consertar
Todos os corações quebrados
Dos meus amigos destruídos

Nunca mais digo nada
Menino, você me deixou sem palavras
Você me deixou sem palavras, tão sem palavras

Nunca mais digo nada
Menino, você me deixou sem palavras
Você me deixou sem palavras, tão sem palavras

Como?
Como?
Como?
Como?
Como?

E depois de todos os drinks e bares que freqüentamos
Você desistiria de tudo?
Poderia eu desistir de tudo por você?

E depois de todos os meninos e meninas que tivemos
Você desistiria de tudo?
Poderia você desistir de tudo?

Se eu prometer pra você menino
Que eu nunca mais vou dizer nada
E que nunca vou amar novamente
Que não irei escrever uma música
Sequer cantar

Nunca mais digo nada
Menino, você me deixou sem palavras
Você me deixou sem palavras, tão sem palavras
Por que está tão sem palavras?

Você alguma dia voltará a falar?
Oh boy, por que você está tão sem palavras?
Você me deixou sem palavras

Alguns homens podem me seguir
Mas você escolheu a companhia da morte
Por que está tão sem palavras? Oh oh oh

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Baticundum


Fonte: google imagem


É em festa de Iemanjá
Ela vem enfeitada de flores do mar
Com saia rendada branca
E o perfume de mãe D'água
Pra me enfeitiçar
Ela vem das águas pra fazer batucada
Nas areias brancas da praia de Aiocá.

O teu batuque é um truque
Pra marejar os meus olhos de mar
O teu sorriso ilumina as águas
É um luar, é um candeeiro
Oferenda de Oxóssi guerreiro
Que sua mãe rainha vem abençoar

E no tempo
O relógio faz tic-tac
No meu peito
O coração faz tum-tum
No terreiro
Você toca o atabaque
E faz a moçada cair no baticundum

Mas o teu giro, tua ginga, teu encanto
É um mito, tu és filha de santo
E o teu canto cobre o reino das águas como um manto.

Ah, eu ti daria tanto, todo acalanto
Que merece uma filha de rainha
Eu queria tanto ser o dono do teu balanço
E me lançaria nas profundezas desse mar
De amor sem fim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O auto da camisinha

          Ontem, no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, estreou o média-metragem "O AUTO DA CAMISINHA", um filme aliado as ações e campanhas para o controle da Aids no Ceará, com apoio da Secretaria da Saúde do Estado.
          O roteiro de José Mapurunga é baseado na sua peça homônima, que fez história ao tratar com humor sobre os riscos de transmissão do vírus HIV e os métodos de prevenção.
          O cineasta Clébio Ribeiro conta com muito humor, uma história de amor e várias manifestações folclóricas do interior do nordeste brasileiro para alertar a população para o uso do preservativo. E quem faz uma participação especial para dar o seu recado na telona é ninguém menos que Chico Anysio.
          "O auto da camisinha" conta a história de Juatama, uma cidade do interior que está prestes a se tornar Patrimônio Folclórico da Humanidade. Para garantir logo o título, seus moradores resolvem promover uma série de apresentações para Quarto Besouro, responsável direto pelo veredicto. Só que ele encontra a diretora de um grupo de teatro, Lionor, e irá mudar o rumo da história...
          O média, de 45 minutos, foi todo rodado na cidade de Quixadá, entre os dias 1 e 10 de março, em 35 mm. O roteiro foi livremente adaptado da peça de José Mapurunga, obra que só no Ceará foi montada por mais de 10 grupos teatrais, em feiras, praças e presídios, dentro do projeto Teatro de Rua contra a Aids, da Secretaria da Saúde do Estado.




         No elenco o filme traz nomes consagrados que além de Chico Anysio, também participam: Gero Camilo, André Lucas e Sérvulo Esmeraldo. E nomes cearenses, não menos talentosos como: os humoristas, Carri Costa, como o protagonista masculino (Quarto Besouro) e Solange Teixeira (reporter), e a minha querida, talentosíssima e amiga Nádia Aguiar como a protagonista feminina no papel de Lionor.


          "O auto da camisinha" estreou ontem no cine São Luiz, em Fortaleza, dentro do festival GLBT "FOR RAINBOW" e em outras seis capitais brasileiras hoje (02/12). No dia 6 de dezembro, será exibido em Praia, capital de Cabo Verde, e seguirá pelos países africanos de língua portuguesa, mas só entra no circuito comercial a partir de março.




Vale a pena conferir!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

Desejo



Este poema é do Victor Hugo.



"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Autor: Victor Hugo

domingo, 8 de novembro de 2009

A história de "Carrie" e "Mr. Big"




Carrie é uma garota romântica, sempre se envolveu de forma intensa em seus romances, em busca de seu grande amor. É bem verdade que, mesmo romântica, ela não abri mão dos casinhos rápidos de uma noite... Afinal, ela é uma mulher independente, solteira e bem resolvida. Mas tem um sério problema: apaixona-se pelos homens errados!

Mr Big é um homem atraente, sedutor e com uma lábia que poucas mulheres consegue resistir... De fato, um homem muito bonito.

Carrie e Mr Big se conheceram há um tempo atrás, e desde de então, Carrie é apaixonada por Big. E ele corresponde, mas Big é muito safado! Faz Carrie sofrer... Ela por diversas vezes desejou não gostar dele... Mas Carrie também é muito volúvel, não consegue manter-se firme nas suas decisões, principalmente quando está em jogo negócios do coração.

Graças ao destino, Carrie teve a sorte de conhecer Aidan, um homem PERFEITO. Tudo que Carrie precisava para ser feliz. E foi! Eles viveram um lindo romance. Carrie se entregou de corpo e alma para ele, viveram felizes por uns anos e desejava que fosse pra sempre... Mas Mr Big parece que não aceita não ser o principal alvo da atenção de Carrie e conhece do ponto fraco dela, deixando-a hipnotizada, quase enfeitiçada!

Carrie traiu Aidan! Oh, não! Foi o pior erro da vida dela...
Aidan era tão perfeito que perdoou Carrie... Mas eles nunca seriam os mesmos... Sempre que Big aparecia... Tudo de errado que eles fizeram ficava estampado nos rostos impuros deles...
Aidan não resistiu muito tempo, ele merecia uma mulher mais digna de seu puro amor. Carrie sofreu. Nunca se sentiu tão abandonada em toda a sua vida. Mas sabia que não merecia o perdão de Aidan. Aidan partiu de vez...

Mas Big não desiste, ele parece que pressente quando Carrie está carente... E corre atrás dela... Ela aceita. Afinal, Big sabe consola-la.

Mais ultimamente, Big andava sumido. Carrie nem lembrava mais da existência de Big... E logo agora que ela está novamente se apaixonando por outro, Big, como sempre, adivinha e tira o sossego de Carrie.
-Meu Deus, porque ele faz isso comigo?

Ele chega com uma conversinha mole, todo lindo, esbanjando sensualidade... Carrie não resiste...
Ontem eles se amaram... E Big jurou amor eterno. Mas é tudo puro charme... Big é quase casado com outra. Mas diz que ele e Carrie nunca vão deixar de se amar... Pior, Carrie acredita...

De manhã ele foi embora... Quando volta?
Carrie: - Quando eu sentir que o fogo da paixão que sinto por ele estiver apagando.

Aí Big, que é um menino mal, aparece para reascender...

Pobrezinha da Carrie...

P.S.: Qualquer semelhança com a coincidência, é mera realidade!